sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

These Days



A garota lá estava, tão triste e inquieta. O que será que deve ter acontecido, algo importante? Alguma bobeira? Fico aqui observando e imaginando as milhares de coisas que poderiam estar passando pela cabeça daquela garota. Olha como ela é bela, passa um ar de liberdade e felicidade, mas o que será que há de acontecer. Logo perto havia um parque de diversão, e o que mais chamava atenção era aquela roda gigante toda iluminada. A menina à observava sem ao menos piscar, poderiam ser lembranças ou até algo que já não importa mais.
Coloco os meus fones de ouvido e lá vou eu. Não passa ao menos um minuto e os meus pensamentos já estão em Marte. Ainda estou intrigada como aquela garota consegue mostrar sem querer que seus pensamentos estão tão longes. Deve haver algo errado, não pode estar certo. Minha vontade é de levantar e ir até aquele menina, mas não posso. Será que não posso? As vezes minha ignorância coloca obstáculos onde nem era preciso. 
Uma senhora senta ao meu lado e também observando, começa a mexer os lábios. Tiro o meu fone. Ela começa dizer sobre aquela garota com seus pensamentos inquietos:
- Olha jovem, aproveite a vida e cada momento que se passar, nunca sabemos o dia de amanhã. Andei reparando e você não consegue parar de olhar para aquela garota né? Ela sempre tão sorridente e ajudando as pessoas ao seu redor, ninguém nunca imaginaria que isso fosse capaz de acontecer.
Eu então estranhei, fiquei curiosa para saber o que à de acontecer. Abaixei minha cabeça e quando fui levantar para perguntar o que ela não imaginaria que fosse capaz de acontecer ela simplesmente tinha sumido. Comecei a andar e a rodear, quando olhei para o banco atrás, a menina também havia desaparecido.
Tudo aquilo ficou tão confuso, e eu não estava mais simplesmente entendendo nada. Foi quando um vento muito forte começou à soprar, e repentinamente comecei a ficar zonza e mais zonza, e puunf eu cai. É eu cai, deitada no chão sem entender absolutamente mais nada, eu adormeci e além de tudo, não sabia nem ao menos dizer se aquilo foi real ou simplesmente um sonho.

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