Não estava nada planejado, agíamos como sempre nos comportamos enquanto nos divertimos. Era tarde de domingo e enquanto tirávamos fotos, estávamos rindo como se nunca tivéssemos rido outra vez. Um carro estava se aproximando, e enquanto eu ia para o canto eu disse em voz alta:
- Duvida que eu fico bem no meio da rua para ver se o carro irá passar por cima?
- Duvido. - O rapaz do carro já estava acelerando o carro como se quisesse provocar de longe.
- Tem certeza? Tá ok, lá vou eu!
- Não, estou apenas brincando. - Disse ela.
Haviam dois rapazes no carro, e o qual estava dirigindo parou o carro logo dizendo. - Quero uma foto? Pode ser? - Ela se assustou mas logo veio ao meu lado. Estranhando eu disse. - Claro que pode.
Ele se sentou assim como ela estava logo antes, e me perguntou qual seria a melhor posição, eu respondi dizendo que ele quem sabia. Foram umas quatro fotos apenas, talvez não tenha levado nem um minuto, mas pareceu uns vinte. Ele me passou o Facebook já agradecendo pelo fato de que iriamos passar para ele as fotos. Ele então seguiu seu rumo e simplesmente ficamos sem reação. Ele era tão lindo, com um daqueles sorrisos perfeito e a sua educação, era de deixar qualquer um em choque. Não parecia real. Minha prima, me olhou com um baita sorriso.
Andamos pelo bairro na estrada de terra, caminhando conversamos e imaginávamos as mais diversas coisas. Parecia um sonho de tão irreal. Não que nos apaixonássemos por um completo estranho mas, aquela personalidade e a maneira de falar era diferente. Pelo menos achávamos que era. Era só uma atração.
Talvez possa ser o destino, mas pedi a ela que me esperasse lá fora até que eu fosse pra dentro da chácara e guardasse a câmera. Os segundos e milésimos foram como um sinal ou sei lá, eu não acreditei. Peguei e assim que abri o portão toda espalhafatosa o fechei. Assim que me virei e fui chama-la, eu ouvi alguém dizendo - Day!
Quem poderia ser? Eu olhei espantada com um belo reflexo do sol batendo em meu rosto e com os cabelos encaracolados jogados ao lado. Olhei para cima e então reconheci aquela voz, aquele sorriso único, aquele rosto. Respondi espantada, mas era ele. O boy de que eu imaginava ser apaixonada, mas desisti de me importar (pelo menos tentei) quando ele olhou para a tal loirinha. Tantas pessoas no mundo, mas justo naquele fim de mundo ontem eu estava, ele foi aparecer. Isso não é normal. Não na minha imaginação.

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