Uma garota que sempre fora extrovertida, alegrava todos a sua volta. Tinha uma beleza diferente e doce, um sorriso encantador. Ela sempre dizia coisas belas, com um olhar conquistava todos a sua volta. Mas isso com o tempo foi mudando. Oque antes parecia perfeito, se tornou previsivelmente um desastre.
Ela se mudará novamente para Nova York quando decidiu que algo ali dentro já não existia como antes. Perdeu dois amores e depois disso, percebeu que já não era tão fácil amar alguém novamente. Ela passou por terríveis lembranças e depois de um tempo em depressões fortes, se tornou alguém amarga.
Perdida na vida e no tempo, ela seguia sem rumo. Vivendo das economias que tinha guardado e da herança dos pais que já haviam falecido.
Todas as noites antes de dormir ela desabava. Se sentia sozinha e não conseguia fazer novos amigos, era muito só para si. As dores de todos os momentos que já tinha vivido, vinham todos de uma só vez como uma avalanche. Aquelas lágrimas pareciam nunca ter fim, e às vezes ela se perguntava como ainda estava viva depois de tantas coisas ter passado.
E foi assim que começou aqueles meses que viraram anos.
Em noites de frio, ela se deparava abraçando um travesseiro, se sentindo só, como todos os dias depois de John ter se ido. Ela era delicada como rosas, todos os sentimentos que agora vivia pareciam estar sendo sentidos através de uma lupa. Parecia maior e maior, nunca parava.
Ela sabia que precisava ser forte, que todos aqueles que tinham a deixado só gostariam de vê-la bem, mas era difícil. Será que algum dia ela voltaria a ser a Jhenny de antes? Será que algum dia ela se apaixonaria outra vez? Eram perguntas que ela sempre se fazia.
Em um dia qualquer ela então decidiu entrar no seu e-mail e logo se deparou com um alerta que a deixou com medo, mais ainda. Nervosa e ansiosa mordeu seus lábios, sentindo um forte impulso de voltar para as cobertas e se aninhar outra vez, sozinha, como sempre sozinha. Nele dizia que ela só poderia abrir se estivesse pronta para sentir algo real outra vez, mas não era fácil, ao mesmo tempo tão frágil ela se lembrava que também se tornará alguém amarga, que não queria pensar e nem ajudar aqueles que trombavam com ela todos os dias pela rua. Bastou um clique e lá estava ela lendo o e-mail. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela sabia que assim como dizia nele, ela precisava voltar a vida, voltar a realidade. Era um tal de Jeremy, que se apresentou como um amigo de John. No final, ele a dizia para que o encontrasse no Times Square às quatro da tarde. Junto ele mandou uma foto, da roupa de que estaria vestindo.
Ela olhava por todos os lados e logo o avistou ali por perto. Ela já nem sabia oque esperar pela conversa que ele gostaria de ter com ela.
Eles estavam sentados em um café e ela o perguntava como ele havia a encontrado. Muito tempo havia se passado, e ela poderia estar casada ou algo assim, mas pelo que ela entendeu, John falava muito dela para Jeremy e ele sabia que se um dia alguma coisa acontecesse, Jhenny não iria suportar ou conseguir recomeçar tudo outra vez sozinha. Literalmente sensível.
Jhenny ouviu todas as palavras de seu mais novo colega de como ela deveria seguir as coisas, vê-la naquele estado só o dava ainda mais aperto no coração. Ela precisava seguir em frente, encontrar uma maneira de fazer parte de novos grupos de amigos, e Jeremy, prometeu com todas as palavras, que ele a ajudaria nessa missão. Jhenny então aos poucos caiu em si, que para recomeçar ela precisava de alguém, ela precisava desabafar, que para ter uma vida ela não precisava apenas de um namorado pois aquilo não era tudo que se precisará em uma vida, e sim um amigo, alguém para chamar de família. Sentimentos era necessário ter, mas se fosse para sentir aqueles que só a fazia mau além da saudade, ela tinha a todo custo que sentir algo bom, que fizesse bem a ela. As pessoas a sua volta tinham se ido e ela havia ficado, e por esse motivo ela deveria se dar o valor, fazer coisas que a deixasse feliz, a vida se segue, e tudo oque aquelas pessoas queriam é vê-la bem e não provocar o mal.

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