quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tentando

Eu estava naquela minha vibe de tentar sentir o que as pessoas sentem, mas estava meio difícil. Sem informações e sem contato algum, foi me deixando assim leve e pensativa. 
Eu recebi uma mensagem sua bem de repente, fiquei sem jeito e sem resposta, até tentei não me importar. Mas preferi deixar passar, não seriam algumas palavras que faria eu mudar de ideia uma hora para a outra, não fácil assim. Deixei a noite chegar e resolvi te ligar. Engraçado que não importa quantas vezes a gente brigue e se xingue, no fundo sabemos que nos damos bem e combinamos até nos nossos piores defeitos. A conversa foi bem longa, e reparei isso só após eu desligar o celular, 1hr57min depois. No começo foi aquela história de sempre, tentando encontrar o motivo daquela nossa última briga que nos levou ao nosso término, tentando encontrar o erro para novamente, tentar não os cometer outra vez. Foram algumas desculpas daqui e dali. E então começamos a falar sobre como estavam as coisas, trabalho, faculdade e família, e a minha família que o diga, eles nunca gostaram dele. Viraram risadas e piadas toscas que você sempre amou contar, e eu sempre achava graça, boba e inocente como sempre. Como se diz você, em alguns momentos antes de eu desligar o celular, até que fui meio grossa, mas era necessário. 
Depois daquela chamada admito que já não estava mais me sentindo a mesma, eu estava leve e solta, em um mundo distante, bem distante. As pessoas perguntam se voltamos, e com o maior orgulho eu agora posso dizer a eles que não, e que mesmo que eu sempre tenha sonhado em um dia virar amiga de ex, dessa vez não rolaria. Você sempre fez o tipo que manda e quer tudo ao seu controle, e você simplesmente nunca entendeu que eu não era bem assim. Eu gosto de amar e também de me sentir livre.
Ah, não poderia me esquecer de dizer que as pessoas também perguntam como eu consegui colocar um ponto em tudo, já que sempre te amei muito e acabava demonstrando isso a todos, tinha sido a minha primeira e única paixão naquela época, mas ai eu começo a lembrar de tudo. Dos nossos momentos bons, das lembranças, dos abraços, da ansiedade e da saudade, e que também eu já não aguentava mais adivinhar quando você estaria falando a verdade ou mentindo pra mim, te esperar tentando imaginar quando você ficaria ou iria embora dizendo que tinha outros compromissos. Mas aí eu simplesmente viro a elas e respondo: - Tentando.

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