Os meus passos, um seguinte ao outro, uma caminhada que parecia não ter fim, cansativa. Meus olhos reviravam, mas sabia que não faltaria muito para que eu te encontrasse. Tudo parecia estar girando. Me pergunto o que está havendo. Era algo inexplicável, real e que ansiava pela necessidade de ser sentido.
De longe te vi. Corri em sua direção e simplesmente te abracei como se tudo o que me restasse fosse apenas aquilo. Um abraço demorado, nunca visto antes pelos telespectadores. O primeiro, de muitos. Nas minhas mãos uma bela flor, que tinha me dado logo após ter encontrado pelo caminho.
Fomos caminhando em direção a aquele banco de praça, que estava ali vazio como todo o espaço ao redor se encontrava.
A timidez que não incomodava no começo logo se foi, te ver ali, na minha frente, poderia ter sido algo eterno pra mim. Teu sorriso, teu falar, o teu olhar que se aprofundava aos meus, tão mais lindos e perfeitos pessoalmente. Eu me beliscava para ver se era real, eu podia sentir. Só que assim como todos os sonhos, me esqueci de que aquilo não passava apenas de mais uma imagem que meu subconsciente queria me passar. Na verdade, não era real, apenas o fato de você existir. Acordei.
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